Expedição Valle de Tucavaca

Uma vez por ano vá a algum lugar onde nunca esteve antes. (Dalai Lama)

 

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Amanda, Nelcino e eu. A partida.

Mais uma aventura incrível com meus companheiros e amigos de mochila: Nelcino Prates e Amanda Arroteia. Desta vez fomos à Bolívia, conhecer de perto o Valle de Tucavaca. Pesquisamos pela internet alguns roteiros que alguns mochileiros fizeram e adaptamos para a nossa aventura. Foram muitas consultas, perguntas e amizades virtuais por aí afora para chegarmos a um consenso. Não curtimos a chamada “trilha de ovelhas”, por isso, fazemos nosso roteiro inspirados em lugares pouco visitados ou desconhecidos.

Foram 2.645 Km, em seis dias de viagem. Resolvemos ir com meu carro percorrendo de Paranavaí, PR (nossa cidade) direto, com pouquíssimas paradas, até Corumbá, MS – mais de 900 Km! Sim, é cansativo, mas sempre fazemos isso nos primeiros mil quilômetros, pois, depois tudo fica mais tranquilo. Se uma cidade ficar a 200 ou 300 Km, corremos o trecho sem problema.

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Em Anastácio, MS, para um café.

Paramos em Anastácio, MS para um café e conhecemos o Sr. Wolney, que era de Maringá, PR, aqui pertinho de nosso Município. Muitas coincidências como essa testemunhamos em nosso roteiro.

 

Em Corumbá atravessamos direto, sem parar na Aduana e sem solicitar a “permiso”, documento que referenda sua estadia na Bolívia, o que foi um erro. Explico mais adiante. A ideia era ir para Águas Calientes, Santiago de Chiquitos, Roboré, Chochis e Santa Cruz de La Sierra.

Em Puerto Quijarro, primeira cidade boliviana, na fronteira, paramos para cambiar nosso dinheiro. Precisávamos de pesos bolivianos, levamos dólares, mas, foram inúteis. Ficamos super desconfiados porque não era uma empresa de câmbio, era uma casa mesmo. Até pedi para ir ao banheiro e o rapaz perguntou se eu queria “baño” eu disse que não, era só xixi mesmo. Depois me dei conta que “cuarto de baño” é banheiro. Primeira gafe em terras estrangeiras superada, partimos bem rápido dali.

Depois de passarmos pela fronteira, fomos direto para Estância Águas Calientes, para um local chamado Los Hervores. Gente, foram mais de 200 Km de estrada sem encontrar absolutamente nada. Nenhum posto, uma barraca vendendo pastel, nada, nada, nada…

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Águas Calientes.

Finalmente chegamos. Lá tem um rio com águas quentes, bem bacana. Nas partes rasas é possível ver umas “nascentes de água” que “brotam” da terra. Dá a impressão que tem um vulcão ali embaixo! A gente entra e aquela terra com água quente sobe para todos os locais da sua roupa, pele, bermuda, tudo. Quando você se levanta dali, tem que segurar o shorts, senão ele cai e você fica pelado, de tão pesado de areia quente. É uma sensação indescritível, uma massagem relaxante… Um medo daquilo afundar e você parar o centro da Terra. Em resumo: Uma delícia!

 

Ao saber que estávamos sem a “permiso”, a dona da pousada sugeriu que não fôssemos para Roboré e muito menos para Santa Cruz de La Sierra, que era melhor voltarmos a Corumbá e pegar o documento e retornar, pois, seríamos como invisíveis no país se algo nos acontecesse, se o carro quebrasse, se precisássemos de um médico. Relatou que a polícia local implica muito com a falta da documentação.

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Nós, Paul e a truffi ao fundo.

Resolvemos refazer nosso roteiro, porque voltar a Corumbá para pegar o documento e depois retornar, nem pensar! Alugamos uma “Truffi”, como eles dizem por lá, que é um carro com motorista e tudo. Paul era seu nome. Um sujeito muito simpático e gentil. Nos divertimos muito com ele.

 

Curiosidade: Vimos um rapaz com a boca que parecia inchada, só de um lado, parecendo o Kiko, do programa Chaves. Depois vimos outro e mais outro. Então percebemos muitas pessoas na cidade daquele jeito. Imaginei que por ali tivesse uma indústria, sei lá, e que as pessoas que nela trabalhassem adquirissem algum tipo de doença. A Amanda comentou que poderia ser uma espécie de câncer. Muito bem. Segunda gafe: Perguntamos ao Paul e ele nos disse que era folha de coca que eles tinha na boca. Sem comentários…

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Jose, nosso guia pelo Valle.

Partimos para Santiago de Chiquitos, para o Valle de Tucavaca. Lá, a dona de uma mercearia nos indicou um guia. Aguardamos sua chegada. Jose (leia-se “Rossê”, como ele fez questão de pronunciar), muito solícito e paciente, a simpatia em pessoa. Sugeriu alguns locais e escolhemos El Mirador, Cuevas de Miserendino, Las Cuevas e El Arco.

 

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El Mirador. Um lugar incrível!

Ainda no período da manhã partimos para El Mirador, uma caminhada de um total de quatro horas. Um local incrível, com cerca de mil metros de altura. Bastante vento e uma visão de tirar o fôlego. Dali de cima percebemos nossa pequenez frente ao Universo. O local é conhecido como a antessala do céu. Nome merecido. Na próxima vez voltarei ali com um drone para capturar melhores imagens.

 

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A sopa. 😦

Almoçamos em um local bem simples, barato e com uma comidinha boa. Eles servem uma sopa de milho antes, que ninguém da turma gostou, exceto o Paul e o José, claro, os bolivianos… O restaurante fica em frente à Igreja Jesuíta.

 

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Cuevas de Miserendino

Depois do rango e já abastecidos partimos para mais uma longa caminhada, foram mais quatro horas até Cuevas de Miserendino e mais quatro para voltar, um local que foi habitado por um homem chamado Juan Miserendino, por volta de 1926. Dizem que ele tinha um tesouro, o qual nunca foi encontrado.

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Pinturas rupestres.

O local é lindo, com muitas pinturas rupestres ainda em perfeito estado e, é claro, algumas ressalvas para vandalismos, estupidez humana. Fazendo parte do “kit” dessa caminhada visitamos El Arco e Las Cuevas.

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El Arco.

 

 

 

 

El Arco tem uma beleza ímpar, com um rio bem raso antes de chegarmos, não resisti, tirei a botina e fiquei um pouco naquela água cristalina antes de ficar embaixo do arco, bem rápido, é claro, porque tinha muitos marimbondos.

 

 

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Dentro da caverna.

Las Cuevas, uma caverna muito bacana, com muitos morcegos também. Foi preciso levar faroletes. Orientados por Jose, compramos em uma mercearia antes de subirmos. Há uns 10 metros para dentro da caverna, há um orifício logo acima, bem alto, a qual, quando tem sol, fica muito iluminada, no entanto, estava um tempo chuvoso. Aliás, quase todo o trajeto foi feito embaixo de chuva (que delícia!), para a aventura ficar ainda mais interessante.

Nosso guia estava com folhas de coca o tempo todo na boca. Dizia que a coca tinha um efeito de “Red Bull” pra ele. De fato, o bicho parece que não se cansava nunca de subir e descer aquela serra.

Estávamos com fome e decidimos não esperar o nosso motorista, o Paul, que teve que voltar para Águas Calientes, pois, tinha que matar um porco para o natal. Seguimos a pé até uma casa que era também uma mercearia. Repeti várias vezes que eu queria BOLACHA, mas a senhora da venda não entendeu e me trazia outras coisas. O guia chegou e disse que eu tinha que pedir GALLETA… A gente pensa que vai entender tudo, que o espanhol é fácil… Que nada! Sofremos para entender o que eles dizem, falam muito rápido. Tem que ter paciência e bom humor.

(Uma coisa gente, os caras lá não bebem café e nem comem feijão… Que saudade de casa!!! Quando cheguei em terras brasileiras, mais precisamente em Ladário, MS, bebi um copo de requeijão até a tampa de café.)

Quando retornamos a Águas Calientes, resolvemos refazer nossa rota, já que não íamos mais a Roboré, Chochis e Santa Cruz. Partimos para Bodoquena, MS. Antes, passamos em Puerto Quijarro para ver a feira, mas, não encontramos nada de interessante, talvez por conta do feriado de natal, poucas barracas e nada atraente.

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Dona Edir e Daniel. Figuras.

Já em Bodoquena, uma parada para ir ao banco, encontramos um senhor na rua, Jânio, e perguntamos como achar um restaurante legal e alguém que pudesse nos informar as coisas legais para visitar ali. Partimos para o Hotel e Restaurante Flórida, da dona Edir. Muito simpática e bons preços. Comidinha muito boa. Nos indicou um rapaz, que não era guia, para nos levar a uns lugares legais. Ele nem queria receber, mas, demos um cachê a ele.

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Cachoeira Boca da Onça.

Daniel, nosso novo amigo da Serra da Bodoquena, levou-nos para conhecer a Cachoeira Boca da Onça, com 156 metros de altura, localizada no cânion do Rio Salobra. Conhecemos também a Cachoeira Escondida, que foi descoberta somente há dois anos. Tem que ir por uma trilha que atravessa um rio bem seco. A própria cachoeira quase não tem muita água, mas, não deixa de ser interessante.

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Vista lá de cima da Cachoeira Escondida. Pensem num trampo pra subir até aqui…

Tem algumas escadas improvisadas, com cordas e tudo, para subir.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Uma delícia flutuar aqui.

Fizemos flutuação em um rio com águas muito claras e muitos peixes. Todos esses passeios foram grátis, porque de graça é mais gostoso!

 

 

 

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Miguel, nosso novo amigo.

No outro dia pela manhã, encontramos Miguel, um mochileiro de São Paulo, que trabalha com Food Truck de sorvete. Ele pediu carona até Bonito, MS. A gente faz muita amizade nessas viagens, gostamos de conversar bastante e saber de tudo um pouco. Deixamos o Miguel em Bonito e partimos para Bela Vista, MS, porque queríamos comer uma picanha em um restaurante bem legal que tem lá, mas, estava fechado. Então almoçamos em outro, onde conhecemos o Sr. Antônio, que nasceu em Tamboara, PR, pertinho de Paranavaí, nossa Cidade Poesia.

Seguimos rumo ao Paraguay, para Pedro Juan Caballero, onde compramos bebidas, aproveitando nossos dólares que não foram utilizados na Bolívia.

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O santo cafezinho na “Primavera”.

Partimos então para Fátima do Sul, MS, onde pernoitamos. No outro dia pela manhã pegamos a estrada e, é claro, teve aquela parada básica em Nova Andradina, MS, para aquele café gostoso na Panificadora Primavera. Já em Batayporã, MS, perguntamos se a balsa estava passando, pois, queríamos ir pelo Porto São José, um trecho de 65 Km de estrada de chão. Partimos pela estradinha e dirigimos 6 Km quando um caminhão deu sinal de luz. Paramos e o motorista disse para voltarmos, pois, as pontes estavam todas intransitáveis que o nosso carro não passaria. Agradecemos e retornamos, fazendo o trajeto por Rosana, SP.

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A chegada. Tudo nos conformes.

Chegamos em casa (Paranavaí, PR) dois dias antes do previsto por conta da falta da “permiso” e não termos ido até Roboré e Santa Cruz, no entanto, valeu a pena, pois, na mudança de roteiro também nos divertimos muito.

 

 

Para ver as fotos da viagem, clique aqui.

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Meu Facebook.

Até a próxima…

Toda vez que eu volto, eu estou partindo. (Mongol e Osvaldo Montenegro)

 

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Expedição Bela Vista, MS

Desta vez, eu e meu amigo Nelcino Prates, fizemos uma pequena viagem pelo Mato Grosso do Sul. A expedição leva o nome de “Bela Vista”, cidade do MS pouco explorada turisticamente (ainda bem!). Preferimos locais pouco vistos e, muitas vezes, até sem infraestrutura. A aventura é garantida, além de ser praticamente tudo grátis!

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Eu e o Nerso na “Primavera”. Cafezão pra aguentar a alta quilometragem pela frente.

 

Nova Andradina, MS

Moramos em Paranavaí, no PR e nossa primeira parada sempre é em Nova Andradina (MS), na Panificadora Primavera. Tomamos aquele café gostoso e partimos.

Ponta Porã e Pedro Juan Caballero

Passando em Ponta Porã (MS), aproveitamos para dar uma olhada nas lojas em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, que fica na divisa. O que separa as duas cidades é a Avenida Internacional. Interessante reparar os motociclistas que, de um lado da rua, todos sem capacete e, no lado do Brasil, todos com.

Antonio João, MS

Em Antonio João, pouco menos de 10 KM antes de chegar ao centro da cidade, existe o Parque Histórico Colônia Militar dos Dourados, um lugar aonde é possível desfrutar a natureza, apreciar detalhes do Brasil do século XIX e conhecer relíquias da história militar.

Lá ocorreu, em 29 de dezembro de 1864, uma das batalhas entre brasileiros e paraguaios onde, o mártir Antônio João, morreu recusando-se a entregar-se à tropa inimiga. O local foi premiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e guarda ainda um museu com fotos, armamentos e restos mortais do Tenente.

Bela Vista, MS

A cidade de Bela Vista, no MS, faz divisa com o distrito de Bella Vista Norte, no Paraguai (pertencente ao departamento de Amanbay). Foi fundada em 1908 e tem pouco mais de 20 mil habitantes.

Íamos só passar a noite, visitar aquela região do Paraguai que, ainda não conhecíamos, para depois seguirmos a Corumbá, MS. Lá nos esperava uma Festa Junina e visita àquela parte do Pantanal Sul Matogrossense. Desistimos. O motivo? Ao conversarmos com o funcionário do Hotel Pousada Fronteira, onde ficamos hospedados, vimos algumas fotos na parede e ele disse a frase mágica: “Aqui tem uma Lagoa Azul!” – isso soou como música para nossos ouvidos e mentes aguçadas por novas aventuras.

A cidade tem muita coisa interessante e não sabíamos. Por isso, resolvemos deixar Corumbá para a próxima viagem e ficar mais um dia em Bela Vista para explorar as belezas, edificações e história local.

Monumento Internacional Nhandipá

Monumento Internacional Nhadipá

Monumento Internacional Nhandipá.

Local onde aconteceu o primeiro combate em terras brasileiras na guerra Brasil-Paraguai. O monumento de pedras é uma homenagem aos brasileiros e paraguaios mortos na batalha, reconhecida como a mais sangrenta, que ocorreu em 11 de maio de 1867, a chamada Retirada da Laguna. Nhadipá é um termo em guarani que significa: Nhandi = “Nós” e Pá = “Acabamos”.

 

 

Receptivo Turístico Ueze Zahran

Receptivo Turístico Ueze Zahran

Receptivo Turístico Ueze Zahran.

Em 2001 foi construído, na entrada da cidade, o Receptivo Turístico Ueze Zahran, um centro de informações que atende os turistas e a comunidade. É impossível entrar no Município e não reparar nessa edificação interessante. Chamou-nos a atenção desde o início.

 

 

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Paróquia Santo Afonso.

Paróquia de Santo Afonso

A construção dessa paróquia teve início em 1932, mas, só foi concluída em 1934 e inaugurada em 1935. Sua arquitetura é linda!

Na frente tem um pórtico de madeira, bem rústico, escrito a palavra PAZ em diversos idiomas.

Pace – Axé – Shalon – Assalam – Paix – Savidi

Myr – Cmhyú – Shantji…

e diversos outros que, por falta de caracteres, não consigo digitar.

Paço Municipal

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Paço Municipal de Bela Vista, MS.

Essa linda obra foi construída em 1932, mas, não era para funcionar como uma prefeitura e sim para uso residencial eclesiástico. A partir de 1985 começou a funcionar como Paço Municipal.

Há diversos outros locais que não conseguimos visitar, mas, pretendemos voltar e levar mais amigos para desfrutar de bons momentos por ali.

10º Regimento de Cavalaria Mecanizada

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10º RC Mec.

Essa edificação militar foi construída em 1919 pelo Exército Brasileiro.

Também é conhecido como Regimento Antonio João.

O funcionário do hotel, o mesmo que nos informou da Lagoa Azul, disse-nos que eles jogam polo nesse gramado. Ficamos imaginando como seria, pois, o mesmo não é cercado. Quem sabe na próxima a gente assista a uma partida.

Igreja de Pedra São Geraldo

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Igreja de Pedra São Geraldo.

O mais lindo monumento da cidade. Foi construído em 1930 sob as ordens dos padres redentoristas. É toda feita de pedra ciclópica, mais conhecida por “pedra canga”.

O portão estava aberto. Ouvimos vozes dentro da igreja e entramos pelos fundos. Lá estavam, sentadas nos bancos, junto ao altar, dezenas de crianças e, à frente, uma senhora dando aula de catecismo. Era um sábado de manhã, ela nos avistou, parou a aula e nos explicou um pouco sobre peculiaridades da igreja e as campanhas que ela e o marido fizeram para angariar fundos para a aquisição de mais de 12 obras de arte, simbolizando a via sacra.

Na frente da igreja, em uma casinha de madeira muito humilde, vimos um senhor varrendo um grande terreiro. Não havia nem cerca e nem portão. Pedi para fotografar sua casa e ali batemos um bom papo. Era o Seu Assunção, com 82 anos e muita história pra contar. Adoramos conversar bastante com as pessoas dos lugares que visitamos. Fazemos mil perguntas! Existem nelas, principalmente as mais idosas, muita riqueza de detalhes nas conversas, além do que, gostam muito de nos contar as coisas, muitas vezes saboreando cada palavra.

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Lagoa Azul, de Bela Vista, MS.

Lagoa Azul

O motivo de ficarmos em Bela Vista, como você leu no início. Pouquíssimo divulgada e muito, muito linda! Vale a pena visitar. As pessoas, vendo as fotos ou assistindo aos vídeos, não conseguem ter a noção e sentir a emoção dos lugares. Não tem o vento, não tem o cheiro, não tem o barulhinho da água, enfim, as imagens servem puramente para registro.

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Outras quedas d´água por perto.

Da BR até chegar à Lagoa Azul são 35 Km de estrada de terra. Ao chegarmos, paramos depois da ponte de madeira (todas até lá são desse material). Achamos bonitinho e tudo e até nos decepcionamos, no entanto, o Nelcino ouviu um barulho de água e passou por debaixo de uma cerca de arame e me chamou. Que beleza! A famosa Lagoa Azul estava ali, água límpida, transparente, perto da gente. Não era aquela debaixo da ponte. Na próxima vez levaremos snorkel e colete para fazermos flutuação. É claro que levaremos também sacolas para recolher o lixo. Avistamos muita garrafa e lata de cerveja e refrigerante à beira da lagoa. Lamentável.

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A cada ângulo, uma visão espetacular do local.

Fomos além, ao ouvirmos mais som de cachoeira e, beirando a lagoa, pudemos avistar pequenas quedas d´água e outras formações de lagoas. Tudo muito lindo, com muitas pedras pela mata e ao seu entorno, o que instigou nossos pensamentos, fazendo-nos imaginar de onde elas surgiram há milhares de anos, pois, não havia ali nenhuma montanha de onde elas pudessem ter rolado.

 

A balsa

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65 Km de estrada de chão, até chegar no ponto de embarque para a balsa.

Em nosso retorno a Paranavaí, perguntamos em Nova Andradina se a balsa estava atravessando os carros. Com um gesto positivo de um dono de restaurante, resolvemos nos aventurar pelos 65 km de estrada de chão. Muitas pontes, córregos, rios e lagoas. Às margens do Rio Bahia, resolvemos parar para admirar a paisagem. Que rio lindo! Ele é um braço do Rio Paraná.

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Prudência na estrada. Muitos animais.

Encontramos muitos animais no caminho, alguns mortos atropelados, muitas aves e, sobretudo, bois.

Ao chegarmos no destino, a balsa estava do lado de nossa margem, ou seja, do Mato Grosso do Sul. Aguardamos pacientemente, pois, havia um trator arrumando o caminho para a entrada dos carros. Queríamos muito comer um peixe frito nas barrancas do Rio Paraná e assim fizemos ao chegarmos em Porto São José.

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A famosa e antiga balsa do Porto São José.

Até a próxima viagem, pessoal!

Para ver um pequeno vídeo da viagem, clique aqui.

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Tudo o que me toca vira post

IMG_4835Ontem foi um dia singular para mim. Primeiro, porque me bateu uma saudade danada da minha casa, do meu verdadeiro lar na dimensão espiritual. Às vezes, o espírito me prega essas peças. Segundo, porque presenciei, encantado, a estreia de um novo grupo de teatro em Paranavaí. Agora posso andar pelas ruas de minha cidade mais tranquilo, mais completo, amando mais essa Paranavaí – Cidade Poesia, que me dá tantas alegrias e em que as pessoas acreditam e fazem-na ainda mais poética.

Estou falando do GT Os Protagonistas, que encenou O casamento suspeitoso, de Ariano Suassuna, no “Altino”, que, a essa altura, está sorrindo de orelha a orelha, porque foi um baita de um espetáculo apresentado no nosso santuário, o qual ele empresta seu nome.

Quando, em 1991, me envolvi com essa droga que é o Teatro, pois é a única que eu vou admitir na minha vida… Droga no sentido de viciar, não ter como ficar sem. É como a endorfina para o corredor. Não dá para ficar muito tempo sem boas doses e, às vezes, doses cavalares. O teatro é assim, aliás, a arte em toda sua amplitude e essência. Quem já foi tocado por ela sabe do que estou falando.

Onde eu estava? Ah, sim! Na década de 1990. De lá para cá assisti a muitos trabalhos e vi grupos se formarem também. Senti a mesma emoção que senti no século 20 ao ver todos os atores interpretando com a alma.

IMG_3795Citar nomes é reduzir. Todos foram excelentes e, ao meu ver, quem estava sintonizado na mesma frequência, naquele auditório, voltou para casa melhor do que quando entrou. E isso ao preço absurdamente ridículo de cinco reais!

Voltar para casa, talvez até curado de uma possível tristeza, depressão, animalidade, algum rancor, por apenas cinco reais? É para aplaudir de pé, Teatro!

Digo isso porque, infelizmente, muitos só vêm pro “Altino” quando os atores estão na grande mídia. É como a música. Quando me indagam se ouço determinada rádio, eu respondo: “Ouço meus Cd´s.” Neste caso, “assisto aos meus amigos artistas que são tão bons quanto os que estão junto aos mercenários da pena e do vídeo.”

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Enfim, vida longa e sublime ao GT OS PROTAGONISTAS!

Em honra a Baco! Evoé!

FOTOS

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Para baixar em alta resolução, clique aqui. (Uma dica para salvar todas de uma vez é ir em “Ações de Pasta” – “Baixar pasta”).

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Festival de Teatro, em Paranavaí

IMG_4461 2Aconteceu de 03 a 10 de agosto, em Paranavaí/PR, a maior festa das artes cênicas da Região. Foram 18 espetáculos se revezando em apresentações no Teatro Municipal, Casa da Cultura e Praça do Teatro. Foi uma mistura de performance e sotaques de artistas do Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Paraná. Foi incrível!

Registrei tudo! Espero que gostem. É só clicar em cima do nome do espetáculo para acessar o SkyDrive da hotmail. Uma dica é ir em “Ações de pasta”, “Baixar pasta”, para baixar todos os arquivos de uma só vez. Beijocas.

O BROTO
MARIA PEREGRINA
CORAÇÕES SOLITÁRIOS
TRONO SUJO DE SANGUE
AQUELA QUE SONHAVA TER SIDO
ESTILHAÇOS
SALA, QUARTO, COZINHA, BANHEIRO E OUTROS LUGARES MENOS CÔMODOS
BANCA
MATERIAL DE IMPRENSA
O FERREIRO E A MORTE
CORDEL DA MORTE MORRIDA E, ÀS VEZES, MATADA
NINGUÉM TAÍ
COISAS DE MENINO BONECO
FAZ DE CONTOS
TO FORA
PINOCCHIO
PREMIAÇÃO
TEM HISTÓRIA NA MALA
DIVERSAS
BATE PAPO
CORTEJO
A HISTÓRIA DO AMOR DE ROMEU E JULIETA
JOÃO E MARIA, ASSIM ASSADO

8º FESTIVAL DE TEATRO e 1º FESTIVAL DE TEATRO DE BONECOS DE PARANAVAÍ

RESULTADOS

PREMIAÇÃO 1º FESTIVAL DE TEATRO DE BONECOS DE PARANAVAÍ

Sonoplastia

– Faz de Contos, Grupo Teatral Auto-Peças, Curitiba – PR


Técnica de manipulação

– Tô fora, Cia. Fantokids, Maringá/PR


Direção

– Pinócchio – Olhos de Madeira, Cia. Arte Móvel, Americana/SP


Melhor espetáculo pelo voto popular

E os três espetáculos mais votados foram:

– Tô Fora, Cia. Fantokis, Maringá – PR;

– Coisas de Menino Boneco, Cia. Clara Trupi de Ovos e Assovios, Mogi das Cruzes – SP;

– Tem história na mala, Cia. Manipulando Teatro de Animação, Maringá – PR;


Melhor espetáculo

– Coisas de Menino Boneco, Cia. Clara Trupi de Ovos e Assovios, Mogi das Cruzes/SP;


PREMIAÇÃO 8º FESTIVAL DE TEATRO DE PARANAVAÍ

OBS: Os vencedores estão com grifos.

Melhor atriz coadjuvante

E as indicadas foram:

– Luciana Ezarani, Cordel da Morte Morrida e, às vezes, matada, Aslucianas, Rio de Janeiro/RJ;

– Ágatha Pires, Cordel da Morte Morrida e, às vezes, matada, Aslucianas, Rio de Janeiro/RJ;

Lays Ramires, O Broto, Grupo Di Atus, Santa Bárbara D´Oeste/SP;


Melhor ator coadjuvante

E os indicados foram:

– Douglas Pires, Ninguém Taí, Grupo Teatral Insônia, Ribeirão Preto/SP;

– Helton Carlos, O broto, Grupo Di Atus, Santa Bárbara D´Oeste/SP;

– Paulo Ricardo, O ferreiro e a morte, Cia. Teatral Risocínico, Estância/SE.

– Guto Oliveira, Trono sujo de sangue, Espaço Núcleo, Limeira/SP;

– Paulo Rhasta, Corações solitários, Gene Insano, Rio de Janeiro/RJ;


Melhor sonoplastia

E os indicados foram:

– Alexandre Corecha, Corações solitários, Gene Insano, Rio de Janeiro/RJ;

Jonatas Moguel, Trono sujo de sangue, Espaço Núcleo, Limeira/SP;

– Tiago Junqueira, Aquela que sonhava ter sido, Os Hedonistas, Birigui/SP.


Melhor iluminação

E os indicados foram:

– O grupo, Aquela que sonhava ter sido, Os Hedonistas, Birigui/SP;

– Matheus Gonçalvez, Trono sujo de sangue, Espaço Núcleo, Limeira/SP;

– Rúbia Vieira, Sala, quarto, cozinha, banheiro e outros lugares menos cômodos, Cia. Teatro Porão, Rio de Janeiro/RJ.


Melhor cenário

E os indicados foram:

– Ânthoni Quacliotto, Corações solitários, Gene Insano, Rio de Janeiro/RJ;

– Matheus Gonçalvez, Trono sujo de sangue, Espaço Núcleo, Limeira/SP;

– O grupo, Maria Peregrina, Grupo de Teatro Os Marias, Pirassununga/SP;

– O grupo, O broto, Grupo Di Atus, Santa Bárbara D´Oeste/SP;

– Luiz Carlos Dussantus; O ferreiro e a morte, Cia. Teatral Risocínico, Estância/SE


Melhor figurino

E os indicados foram:

– Jonatas Moguel, Trono sujo de sangue, Espaço Núcleo, Limeira/SP;

– João Paulo Fernandes, Ninguém Taí, Grupo Teatral Insônia, Ribeirão Preto/SP;

Marcela Mara, Corações solitários, Gene Insano, Rio de Janeiro/RJ;

– Evandro Cláudio, Aquela que sonhava ter sido, Os Hedonistas, Birigui/SP;

– O grupo, Maria Peregrina, Grupo de Teatro Os Marias, Pirassununga/SP;


Melhor atriz

E os indicadas foram:

– Maria Cândida, Maria Peregrina, Grupo de Teatro Os Marias, Pirassununga/SP;

– Renata Carvalho, Aquela que sonhava ter sido, Os Hedonistas, Birigui/SP;

– Andréa Cevidanes, Sala, quarto, cozinha, banheiro e outros lugares menos cômodos, Cia. Teatro Porão, Rio de Janeiro/RJ.


Melhor ator

E os indicados foram:

– Tiago Junqueira, Aquela que sonhava ter sido, Os Hedonistas, Birigui/SP;

– Almir Rogério, Maria Peregrina, Grupo de Teatro Os Marias, Pirassununga/SP;

– Vilsinho Juri, Ninguém Taí, Grupo Teatral Insônia, Ribeirão Preto/SP;

– Matheus Gonçalvez, Trono sujo de sangue, Espaço Núcleo, Limeira/SP;

– Léo Freire, Corações Solitários, Gene Insanno, Rio de Janeiro/RJ.


Melhor direção

E os indicados foram:

– Tiago Junqueira, Aquela que sonhava ter sido, Os Hedonistas, Birigui/SP;

– Marco Pavani, Maria Peregrina, Grupo de Teatro Os Marias, Pirassununga/SP;

– Otávio Delaneza, O broto, Grupo Di Atus, Santa Bárbara D´Oeste/SP;

– Jonatas Moguel, Trono sujo de sangue, Espaço Núcleo, Limeira/SP;

– Anília Francisca, Corações Solitários, Gene Insanno, Rio de Janeiro/RJ.


Melhor espetáculo pelo júri popular

E os três espetáculos mais votados foram:

– Ninguém Taí, Grupo Teatral Insônia, Ribeirão Preto – SP;

– João e Maria, Assim Assado – Caiuá Cia. de Teatro – Paranavaí – PR;

– Maria Peregrina, Cia. de Teatro Os Marias, Pirassununga – SP.


Prêmio Comissão

Cordel da Morte Morrida e, às vezes, matada, Aslucianas, Rio de Janeiro/RJ;


Melhor espetáculo

E os indicados foram:

– Maria Peregrina, Grupo de Teatro Os Marias, Pirassununga – SP

– Aquela que sonhava ter sido, Os Hedonistas, Birigui – SP

– Corações solitários, Gene Insanno, Rio de Janeiro – RJ

– Ninguém Taí, Grupo Teatral Insônia, Ribeirão Preto – SP

– O broto, Grupo Di Atus, Santa Bárbara D´Oeste/SP.

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O chopp do mês – Novembro/2012

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Eu, Ná e Calígola

Desta vez o nosso encontro foi às avessas. Sim, pois, não aconteceu em novembro. Não pudemos fazer porque o Aguinaldo tinha mil compromissos. Então em dezembro será realizado dois: O de novembro e o de dezembro mesmo.

Fomos ao novo posto que inaugurou, o RR. Experimentamos a famosa Stella Artois e alguns frios.

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O chopp do mês – Outubro/2012

Ademir, Aguinaldo e eu.

Desta vez fomos a um lugar que não tínhamos ido ainda: La Taberna, no Shopping Cidade. Uma garçonete, muito simpática bateu o retrato. Tomamos nosso sagrado chopp e pedimos tiras de picanha, mas, não sem antes saborear as deliciosas azeitonas do local, as quais você morde, morde e nunca chega ao caroço. Delícia…

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O chopp do mês – Setembro/2012

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Aguinaldo, Amauri (eu) e Calígola

Neste mês fomos ao Pesqueiro do Fernando, ou seja, Casa da Fazenda. Saboreamos novamente a costela maravilhosa. Ficamos com preguiça de fazer a foto lá, uma vez que o Ná, para variar, esqueceu a máquina dele e a minha estava no carro.

Resolvemos fazer a foto na casa do Ná, quando chegamos. A Rejane bateu o retrato.

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